LAIC 2017: O Futuro dos Serviços Financeiros

Nos últimos 31 de janeiro e 01 de fevereiro, o banco de investimentos Credit Suisse organizou o Latin America Investment Conference 2017, um dos mais importantes eventos sobre investimentos do continente.

O evento, dedicado a clientes, investidores institucionais e empresários interessados em trocar informações sobre perspectivas econômicas e políticas, teve abertura do presidente Michel Temer e participações de peso, como a do ex-primeiro ministro britânico Sir John Major, do atual ministro da economia Henrique Meirelles, do presidente do Banco Central Ilan Goldfajn, além do prefeito João Dória, Abílio Diniz do Carrefour e Pedro Parente da Petrobrás.

Em meio a discussões sobre perspectivas macro-econômicas e políticas, o LAIC 2017 reservou espaço especial para o debate sobre inovações nos serviços financeiros e convidou a Creditas para participar. Representada por nosso CEO, Sergio Furio, a Creditas participou do painel: Fintech and the Future of Finance. Diante de uma platéia lotada e ávida por entender mais sobre fintechs e os impactos que essas organizações terão no futuro, tivemos a oportunidade de expor como construímos, e, principalmente, entregamos a nossa missão de diminuir os juros e mudar estrutura de endividamento do povo brasileiro.

Foi gratificante notar o grande interesse de profissionais experientes do mercado financeiro sobre o tema. Foram feitas muitas perguntas, mas destaco duas de maior importância. A primeira é sobre o receio da competição com os bancos e a dúvida sobre qual o nível da ameaça que as fintechs representam. O que foi exposto, e acredito que para surpresa de muitos, é que o ambiente é muito mais de parceria do que de competição. Os bancos que saíram na frente em parcerias com fintechs, como a Creditas, vêm aumentando exponencialmente o volume de negócios em segmentos em que são ineficientes ou que não tem capacidade de operar. Há um ambiente muito rico de cooperação, ganhos de escala e troca de conhecimentos.

A segunda, e acredito que mais relevante, é sobre o quão tecnológicas as fintechs realmente são e qual o peso do fator humano em suas operações. À primeira vista pode parecer que o grande diferencial está na tecnologia aplicada a esses novos negócios, possibilitada pela drástica redução de custos de desenvolvimento, processamento de dados e sua armazenagem. Entretanto, engana-se que é apenas isso que está por detrás do recente sucesso dessas empresas. O aspecto humano nas organizações de destaque é enorme. Com missões bem definidas e propostas de valor muito claras, temos conquistado cada vez mais a confiança do consumidor que antes se deixava levar pela falta de escolha, falsa conveniência ou desconhecimento. É a mistura do empoderamento dado ao cliente pelo acesso a informação em interações verdadeiramente humanas, com plataformas digitais eficientes que vem atraindo cada vez mais clientes e talentos para essas empresas. O segredo desse encantamento é simples, mas infelizmente muito difícil de replicar em organizações maduras, pois está em seu DNA em sua cultura desde o início.

Por isso, acreditamos que o futuro virá da cooperação entre bancos e essas novas organizações, resultando na criação de um ecossistema mais justo, onde quem sai ganhando é o consumidor.

VP – Business Development & Branding